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Usinas do Peru, estudadas pela Eletrobrás, poderão ser as primeiras a utilizar modelo, que deve ser, primeiro, aprovado através de Tratado
A energia das hidrelétricas estudadas no exterior para abastecer o mercado brasileiro poderá ser vendida através de leilões. A medida está sendo estudada, por exemplo, para as usinas localizadas no Peru. Se implementada, a modalidade será uma guinada em relação ao modelo adotado para internalizar a energia de Itaipu, que é cotizada entre as distribuidoras do Centro Sul do país.
Segundo Sinval Gama, superintendente de Operações no Exterior, a energia deve entrar no mercado nacional mostrando sinal econômico mais barato para não pressionar as tarifas de energia. "É um empreendimento, como qualquer outro, por isso, precisa ter sinal econômico. Precisa ser a energia mais barata", afirmou o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia.
A Reportagem Especial do CanalEnergia Corporativo da semana passada mostrou que a Eletrobrás está estudando seis usinas hidrelétricas no Peru, com capacidade instalada de 6,5 mil MW. A primeira a ser desenvolvidade deve ser Inambari, com 2 mil MW. Gama disse que a forma de internalização da energia será decidida em Tratado entre os dois países, a ser votado pelos Congressos Nacionais.
Além delas, estão em estudo uma usina na Guiana, com 1.500 MW; e duas, em parceira com a Argentina - Garabi (1.036 MW) e Roncador (1.144 MW). Essas tiveram os projetos alterados, o que resultou em redução da capacidade, para se adequar as restrições socioambientais. No caso da Guiana, Gama disse que o projeto anunciado inicialmente, de 800 MW, não passou nos estudos de pré-viabilidade devido aos altos custos de implantação.
FONTE: Canal Energia
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