| 05/02/2010 - Entrada da Eletrobrás em Belo Monte será decidida em 10 dias |
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Segundo ministro de Minas e Energia, há duas possibilidades em análise
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo decidirá em 10 dias como o grupo estatal Eletrobrás participará do leilão da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).
Lobão reiterou que existem duas possibilidades em análise. A primeira seria colocar as estatais subsidiárias da Eletrobrás nos consórcios que vão disputar o leilão e a segunda seria deixar as estatais de fora da disputa para que elas se associem, posteriormente, ao vencedor, seja ele quem for.
O ministro ainda afirmou que "ninguém no governo está coagindo ninguém". A afirmação refere-se à manifestação do Ministério Público Federal que classificou como intimidatório o fato de Advocacia Geral da União ter ameaçado processar agentes do Ministério Público que abusarem de suas prerrogativas para impedir o leilão e a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). "Cada um cumpre o seu papel. O ministério de Minas e Energia faz o seu planejamento e o Ministério Público cumpre seu papel de vigilante", disse.
Gás da Bolívia Lobão disse que o Brasil não é mais dependente do gás natural boliviano. "Hoje importamos só 20 milhões de metros cúbicos por dia para atender ao contrato, porque não precisamos. Não somos mais dependentes do gás da Bolívia e estamos aumentando nossa produção cada vez mais e chegaremos ao ponto de exportar gás", disse o ministro, durante palestra em seminário promovido pela Eletrobrás em Brasília. Pouco depois, ao falar com a imprensa na saída, Lobão amenizou o tom e disse que, apesar de não haver mais uma relação de dependência, o Brasil continuará importando gás da Bolívia. "Continuaremos usando por muito tempo", disse ele, ressaltando que o Brasil vai cumprir o contrato que tem com o país vizinho, que só vence em 10 anos. Segundo ele, além de cumprir o contrato, o gás da Bolívia ajuda o país a completar a oferta em momentos de crescimento da demanda e, além disso, existe uma relação de amizade entre as duas nações. O contrato do Brasil com a Bolívia prevê a compra de até 30 milhões de metros cúbicos por dia. Mas, atualmente, segundo Lobão, o Brasil está usando apenas 20 milhões. O ministro não quis fazer previsões sobre quando o Brasil passará a ser exportador de gás natural , mas disse que a produção nacional aumentará muito quando, por exemplo, começar a exploração no Campo de Júpiter no pré-sal. Usinas O ministro confirmou há pouco que atualmente há cerca de 3 mil megawatts (MW) sendo produzidos no sistema elétrico brasileiro em usinas termoelétricas. Segundo ele, isso está acontecendo apesar de os reservatórios das hidrelétricas estarem cheios para suprir o pico de consumo que está sendo causado pelo forte calor no Rio de Janeiro e em outros Estados. "As usinas térmicas não são enfeites. Elas servem para isso", disse. Segundo o ministro, "não há motivo para apreensão". Segundo um técnico do governo, essa geração das térmicas é uma medida de cautela para garantir o fornecimento mesmo em um cenário de forte pico de consumo. Questionado se o acionamento das térmicas vai pesar no bolso do consumidor, Lobão respondeu que isso será calculado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). FONTE: Estadão
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